quinta-feira, 18 de setembro de 2008

De que falamos quando dizemos Desaparecidos


Oscar e Fernando Amestoy


Gustavo, Guillermo, Diego e Eduardo Germano


María Irma e María Susana Ferreira


Roberto Ismael Sorba, Jorge Cresta e Azucena Sorba


Clara Atelman de Fink e Claudio Marcelo Fink

Ausências é o nome do excelente trabalho de Gustavo Germano, fotógrafo argentino residente na Espanha. A desaparição sistemática de pessoas imposta pela ditadura militar argentina nos anos setenta tentou disfarçar o maior massacre da história do país, mas eles só conseguiram com seu método criar um eterno presente. O próprio fotógrafo, que tem seu irmão Eduardo desaparecido, colheu cenas do cotidiano e as reproduziu no presente.
Há dois dias foi detido no Rio de Janeiro Norberto Tozzo, o último dos dez acusados da chacina de Margarita Belén, acontecida em 76 nessa região do Chaco, no norte argentino. Nesse dia, 22 militantes desarmados foram levados para uma área despovoada e foram assassinados no local.
É bom lembrar porque temos uma sensação de alívio cada vez que um desses canalhas é preso.

7 comentários:

requeri disse...

vc tb é solda - ... rsrs ...!!!

essa coisa das fotos dos desaparecido é ótima ... quem é bom tem o dom e não deixa pra ninguém.

adorei. bj.

maria guimarães sampaio disse...

Juan,
lágrimas com suas palavras, lágrimas com as fotos de Gustavo Germano. As ausências... lá e cá.

Pingo de Mel disse...

Concordo plenamente. O lugar dos marginais é na cadeia. Um beijo.

Janaina Amado disse...

Juan, não conhecia o trabalho de Gustavo Germano, fiquei fascinada. Tem jeito mais comovente de falar de desaparecidos do que estas fotos? Eu não conheço.

João disse...

Juan,

Um alivio sempre que a Justiça revela-se,é como a civilização mostrar que está viva e actuante.
E que o desrespeito pelos Direitos Humanos não pode prolongar-se no tempo,pela memória daqueles que foram vitimas.

Abraço amigo,
joao

Anônimo disse...

Em hipótese nenhuma pode haver justificativas de desaparecimento de irmãos. Penso que as torturas e assassinatos de pessoas causadas pelos da mesma pátria é algo abominável. Só comparada ao ocorrido em campos de concentração nos tempos do nazismo. É nossa obrigação não deixar cair no esquecimento essa página ainda doída da história, tanto na Argentina como no Brasil.
Que nunca mais chorem Marias, Clarices e as Mães da Praça.

Bia Alves.

Juan Trasmonte disse...

As imagens são tão contundentes que é pouco o que pode se dizer. Recomendo a todos que dem uma olhada nesse post onde escrevi um texto sobre as fotos de Anna Kahn, que fez um trabalho dolorosamente belíssimo sobre a violência no Rio

nemvem-quenaotem.blogspot.com/2008/02/anna-kahn.html

Agradeço a visita de todas.
Pingo de Mel e Janainam sejam bem vindas. A casa é sua aqui.
beijos