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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Cachaíto López



Na década de sessenta havia dias em que ele tirava o black-tie da Orquestra Sinfônica e meia hora depois estava num outro palco tocando seus danzones e rumbas. Essa dualidade para pulsar tanto a corda académica quanto a popular, fez de Orlando Cachaíto López -que morreu ontem em Havana com 76 anos- um músico único.
Conhecido internacionalmente como parte do Buena Vista Social Club, ele foi muito mais que isso. Membro de uma dinastia familiar liderada pelo seu tío Israel, o Cachao, e seu pai Orestes, Cachaíto foi um mestre do contrabaixo que foi testemunha e protagonista das mudanças e da evolução da música cubana.
Ele era um garoto ainda e já tinha intimidade com o chamado ritmo nuevo, que trazia à música africana e o jazz para ritmos como o danzón e o mambo.
Seria tedioso listar aqui todos os discos em que tocou, as bandas que ele integrou e os encontros de palco que protagonizou.
"Eu já contei 17 membros da família que tocam contrabaixo", dizia sorrindo. Pois é, está escrito hoje na maioria dos jornais que com a morte de Cachaíto chega o fim da dinastia. Eu não sei. Até a neta dele já encara o instrumento.
Mas com certeza esse Buena Vista do andar de cima deve estar ficando cheio de sabor. Já estão lá Compay Segundo, Ibrahim Ferrer, Pío Leyva, Rubén González e agora Cachaíto.



Vídeo de improvisação de Cachaíto com Angá Díaz nos estúdios Egrem de Cuba
Fotos de Cachaíto López de divulgação do selo World Circuit Records

sexta-feira, 27 de junho de 2008

O sonho de Ibrahim


O projeto do Buena Vista Social Club, criado por Ry Cooder e depois filmado por Wim Wenders, deu projeção internacional para vários artistas cubanos excelentes. O caso emblemático foi o de Ibrahim Ferrer porque ele tinha caído no esquecimento até na ilha.
Cantor de orquestras em casinos e teatros, Ibrahim teve antes de subir a oportunidade de ser conhecido e reconhecido pelo público. Conseguiu gravar seu primeiro disco solo e depois cumprir o velho sonho de gravar um disco só de boleros, ritmo cubano por excelência, com as músicas que ele mais gostava de cantar na noite.
Publicado agora, Mi sueño acabou sendo sua obra póstuma. Ibrahim não assistiu ao resultado, mas o sonho já estava cumprido.

Foto de Youri Lenquette