


Considerado um dos mais belos versos da música popular brasileira, o início do samba A flor e o espinho identificou por sempre a Nelson Cavaquinho. Na verdade, o autor dessas linhas maravilhosas foi o saudoso Guilherme de Brito, poeta e parceiro do grande Nelson, autor também da letra de outros sucessos da dupla, como Pranto de poeta e Folhas secas.
O samba de 1957 e que quase dez anos depois ficou famoso na gravação de Elizeth Cardoso começa assim:
Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor...
Mais de quarenta anos depois, o Zeca Baleiro, que tem essas sacadas geniais, na música Piercing, citou o samba de Nelson e Guilherme (e Alcides Caminha), trocando a palavra sorriso pela palavra que da nome à música:
Tire o seu piercing do caminho
Que eu quero passar com a minha dor...
Ou seja, a angústia do autor pela imagem da mulher que o abandonou, e ainda exibe esse sorriso, foi substituída pela angústia finissecular que utiliza o piercing em troca do sorriso, como imagem da mesma perda amorosa e como símbolo de beleza arrasadora.
O Zeca, com seu olhar social sempre afiado, num rap que gravou com o grupo Faces do Subúrbio, conseguiu ao mesmo tempo fazer uma homenagem e dar novo significado a esses versos.
Vejam Nelson com Elizeth cantando A flor e o espinho
Vejam Zeca Baleiro com Záfrica Brasil cantando Piercing
Foto de Zeca Baleiro de Nana Moraes
Foto de Guilherme de Brito de Tonico's Boteco
Foto de Nelson Cavaquinho de Roberto Garcia
O samba de 1957 e que quase dez anos depois ficou famoso na gravação de Elizeth Cardoso começa assim:
Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor...
Mais de quarenta anos depois, o Zeca Baleiro, que tem essas sacadas geniais, na música Piercing, citou o samba de Nelson e Guilherme (e Alcides Caminha), trocando a palavra sorriso pela palavra que da nome à música:
Tire o seu piercing do caminho
Que eu quero passar com a minha dor...
Ou seja, a angústia do autor pela imagem da mulher que o abandonou, e ainda exibe esse sorriso, foi substituída pela angústia finissecular que utiliza o piercing em troca do sorriso, como imagem da mesma perda amorosa e como símbolo de beleza arrasadora.
O Zeca, com seu olhar social sempre afiado, num rap que gravou com o grupo Faces do Subúrbio, conseguiu ao mesmo tempo fazer uma homenagem e dar novo significado a esses versos.
Vejam Nelson com Elizeth cantando A flor e o espinho
Vejam Zeca Baleiro com Záfrica Brasil cantando Piercing
Foto de Zeca Baleiro de Nana Moraes
Foto de Guilherme de Brito de Tonico's Boteco
Foto de Nelson Cavaquinho de Roberto Garcia






















