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segunda-feira, 7 de julho de 2008

O braço de Zélia Duncan


Um homem com uma dor
É muito mais elegante
Caminha assim de lado
Como se chegando atrasado
Chegasse mais adiante

Carrega o peso da dor
Como se portasse medalhas
Uma coroa, um milhão de dólares
Ou coisa que os valha

Ópios, edens, analgésicos
Não me toquem nessa dor
Ela é tudo o que me sobra
Sofrer vai ser a minha última obra.

Dor elegante, de Paulo Leminski, com música de Itamar Assumpção

E por falar em Itamar -duas postagens abaixo- e por falar no fantástico Pretobrás, reparem na tatuagem no braço de Zélia Duncan, que eternizou na própria pele a lembrança do cantor e amigo e também a do poeta.
Zélia gravou junto com Itamar essa música, com um belo arranjo de Paulo Lepetit. É uma recordação comovente.
A foto do braço de Zélia pertence ao arte gráfico do seu disco (e DVD) com Simone, Amigo é casa. O autor é João Wainer ou Emir Penna, não está indicado no encarte qual foto é de cada. Vai para os dois o crédito, porque todas as fotos do álbum -já vou escrever sobre ele- são belíssimas.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Pré-pós tudo Zélia


Meias verdades
meias atitudes
meias bondades.
Nada disso me interessa
e eu não tenho pressa
pra conferir.

A diferênça (fragmento), de Christiaan Oyens e Zélia Duncan
Foto de Emir Penna


Desde que cantava sob seu nome Zélia Cristina até hoje, ora mutante, ora sambista ou transformada em outras, seu código de acesso é uma honestidade inquebrantável pra seguir o ditado do coração e da arte.