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sábado, 21 de fevereiro de 2009

Centenário de Oscar Alemán



De tanto falar em Oscar, quase esqueci do Oscar esencial.
Ontem foi o centenário do nascimento de Oscar Alemán, o violonista argentino criado no Brasil, quem eu considero o maior violonista não brasileiro de música brasileira. Outra história que me toca porque mistura as duas terras que amo.
Em março do ano passado fiz um retrato dele, o homem que encantou Josephine Baker, Django Reinhardt e Duke Ellington. Para quem não leu ou ainda não acompanhava o blog, está aqui: Oscar Alemán
E para quem quiser ver Oscar, eis aqui uma pérola do Youtube.

domingo, 10 de agosto de 2008

Crianças


Che Guevara com seu filho Ernesto


Criança Chico Science



Criança Peter Falk


Criança Oscar Alemán



Criança Preta Gil


Criança Amy Winehouse


Criança durmindo no festival de Woodstock

Hoje é o dia das crianças nesse canto do mundo

Foto de Gilberto Gil e Preta Gil, de Chico Nélson
Foto de criança em Woodstock de Richie Suraci




sábado, 15 de março de 2008

Oscar Alemán


"Nasci no Chaco, em Resistencia. Sou filho de uma índia e de Jorge Alemán, um homem que ganhava a vida do jeito que podia. (...) Era o ano de 1920. O fato só de comer custava muitíssimo, e olha que nós éramos quatro irmãos e todos contribuíamos. (...) Apesar do esforço nem sempre havia carne para botar no cozido, por isso a gente foi para o Brasil.
(...) Também no Brasil a vida era muito dura. Muitas vezes dormiamos numa praça e eu ganhava uns trocados abrindo portas de carros. Na época já gostava muito da música e especialmente do violão. Sempre que tivesse alguém tocando eu ficava por perto, olhava como botava os dedos, como mexia as mãos. Poderia dizer que aprendi a tocar olhando.
(...) Um dia recebemos a notícia da morte da minha mãe. Depois disso meu pai desabou e acabou suicidando."


Oscar Alemán foi o maior violonista não brasileiro de música brasileira. Com Gaston Bueno Lobo, que foi seu guia no instrumento e seu pai adotivo, formou Les Loups. Foi pra Europa e virou showman: dançava, cantava, tocava o pandeiro e fazia malabarismos com o violão e a guitarra. Na época começou a ser reconhecido como um grande guitarrista de jazz. Foi contratado por Josephine Baker e Duke Ellington quis leva-lo para os Estados Unidos.
Seu virtuosismo as vezes distraiu a atenção da sua obra maravilhosa no jazz, na música brasileira e no tango. Esquecido e revalorizado por fases na Argentina, foi um grande divulgador da música brasileira. Muitos por ele conheceram melodias inesquecíveis sem saber quem eram seus compositores, obras de Herivelto Martins, Hervé Cordovil e Caymmi, que Oscar gravou junto com as próprias.
"Grandes mestres me disseram que não conseguem explicar como alguém que não sabe música pode fazer harmonias do jeito que eu faço. Eu também não sei. Eu não sei nada, só sei que sai assim".