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sexta-feira, 20 de junho de 2008

A última paixão de Henry Miller



E agora um homem de 87 anos, loucamente apaixonado por uma mulher jovem que me escreve as mais extraordinárias cartas, que me ama até morrer, que me mantém vivo e apaixonado (um perfeito amor pela primeira vez), que me escreve tão profundas e emocionantes reflexões, que me sinto feliz e confuso como só um adolescente poderia.
Mas acima de tudo, agradecido, e afortunado. Mereço eu realmente tão lindos elogios como você me dedica? Você faz que me pergunte quem eu sou exatamente, se eu me conheço na realidade e o que sou. Você me tem sobrenadando no mistério. Por essa razão eu te amo mais ainda. Caio de joelhos e rezo por você, te bendigo com a pouca santidade que há em mim. Viaje feliz, minha queridíssima Brenda e não lamente nunca esta paixão pela metade da tua jovem vida. Os dos fomos abençoados. Não somos deste mundo. Somos as estrelas e o universo do além. Longa vida a Brenda Venus. Deus lhe conceda felicidade, plenitude e amor eterno!

Carta de Henry Miller a Brenda Venus, versão para o português de Juan Trasmonte

Em 27 de novembro de 1980 um Henry Miller extasiado escreveu esta, uma das quatro mil cartas que ele dedicou a Brenda Venus, sua última grande paixão. O autor de Nexus, que morreu nesse mesmo ano, dobrava em idade à sua amante.
Depois Brenda virou uma conselheira sexual, os livros dela são best-seller e as cartas foram publicadas em 1986, no livro Dear, Dear Brenda.