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domingo, 8 de junho de 2008

Bethânia-me Omara-me


Ontem à noite Maria Bethânia e Omara Portuondo deram um único show em Buenos Aires como parte das apresentações ao vivo do disco que fizeram juntas, partindo do encontro humano que aconteceu num almoço no Copacabana Palace.
Pouco vi do show porque estava trabalhando, mas perto do final, bem do lado esquerdo do palco, cheguei a enxergar o olhar amoroso da cantora bahiana para a cantora cubana e, pouco depois, o jeito com que Omara entregou-se ao abraço de Bethânia.
Foi suficiente. Assisti muitos shows de Bethânia que sempre são encenados com rigor no detalhe, e com as músicas inseridas num conjunto, de maneira tal que não deve ser facil pra ela dividir o palco. Que nada, como afirmei outras vezes, a arte aconteceu no encontro. Faz todo o sentido a adaptação feita na letra do bolero Havana-me, de Paulo César Pinheiro e Joyce. A cantora brasileira acrescentou os versos "Bahiana-me", "Bethânia-me" e "Omara-me". E todos nos sentimos embalados, abraçados no abraço delas.

Foto de Nelson Perez

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Tata Güines


E lá foi se Tata Güines, "el rey de los tambores"...
Fez seus primeiros bongoes com duas latas, uma de lingüiça e outra de leite condensado. Criou um estilo único de tocar as tumbadoras, onde até unha valia, sempre com as mãos perto do couro, com uma batida firme e a mão esquerda levemente mais rápida, o que fez crer a muitos que ele era canhoto. Isso lhe rendeu seu apelido.
Foi sapateiro, tocou por trocados, levou pra Nova Iorque seu talento, ganhou a admiração do Dizzie Gillespie e Josephine Baker, entre muitos. Voltou para sua Cuba, onde percussionistas do mundo todo foram procura-lo para aprender com ele.
Partiu no dia 4 de fevereiro e foi despedido como corresponde, com rumba, por Omara Portuondo, Pancho Terry, o génio do chekeré, e outros mestres da ilha, nos rituais da santeria.



"Soy cubano nacido en Güines y moriré aquí"
Tata Güines