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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Sérgio Natureza


Restinga da Marambaia
urubus na Sapucaia
um morcego de Atalaia
Jandaia desarvorou...
é permitida a gandaia
cada um com a sua laia
a manhã fugiu da raia
porque a tarde não tardou
O michê de mini-saia
despachado em plena praia
quando o sol Césardesmaia
no pontal do Arpoador
Vem a noite de tocaia
o céu cor de bala toffee
o bofe comendo um misto dentro
da sauna a vapor
E lá do alto, benquisto
brilha o Cristo Redentor
perdoando os prejuízos causados
pelo calor.
Ah! Rio, quem te inventou?

Caricas III, de Sérgio Natureza. Antonio Saraiva musicou e Marcos Sacramento cantou bonito.

Com seus trocadilhos e suas rimas fluentes esse é um belíssimo retrato do Rio e os seus contrastes, aliás, um dos mais belos desses últimos anos junto com o São Sebastião de Totonho Villeroy, que já foi postado aqui.
Esses poetas garantem a herança do Aldir e do Chico na tradução em poesia do Rio.
Foto do Cristo Redentor de Custódio Coimbra
Foto de Sérgio Natureza de Nilton de Souza Moraes

sábado, 27 de janeiro de 2007

Ares do Rio



Teus seios,
os vi numa festa entre copos e luzes,
pessoas, olhares, sorrisos
são seios,
são seios pontudos, os bicos acesos,
Ares de Pão de Açúcar, de Cara de Cão
São Salvador, São Sebastião Glória! Glória! Glória!
Os brilhos,
eu via de longe e até hoje me lambem teus mares
batendo, batendo.
São brilhos,
são filhos das águas que entram na barra
lavam o Pão de Açúcar e o Cara de Cão
São Salvador, São Sebastião Glória! Glória! Glória!
Glória! Glória! Glória!
Eu vim de barca cantareira da ilusão
Pr'essa chapada te amar, timbrar meu coração
timbrar meu coração
e a claridade, que faz dessa cidade meu chão,
é meu mais puro devaneio, meu samba pauleiro
é o meu Rio de Janeiro
é o meu Rio de Janeiro
meu Rio.

Ares do Rio, de Paulo Baiano e Marcos Sacramento
Glória, pintura de Eduard Hildebrandt