Mostrando postagens com marcador Marisa Monte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marisa Monte. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Corri pra ver


Ouvi cantando assim
ô ô, ô ô
A majestade do samba
Chegou, chegou
Corri pra ver
Pra ver quem era
Chegando lá
Era a Portela

Era a Portela do seu Natal
ganhando mais um carnaval
Era a Portela do Claudionor
Portela é meu grande amor

Ouvi cantando assim...

Era a rainha de Oswaldo Cruz
Portela muito nos seduz
foi mestre Paulo seu fundador
nosso poeta e professor

Ouvi cantando assim...

Corri pra ver, de Chico Santana, Monarco e Casquinha
Foto de divulgação de Casquinha, Zeca Pagodinho e Monarco

Hoje estreia nos cinemas do Brasil O mistério do samba, documentário de Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor sobre a Velha Guarda da Portela.
Li nos foruns da vida que esse filme e todos os documentários musicais que estão aí, desde o de Cartola até o dos Rolling Stones, são cópia do Buena Vista Social Club. Bobagens.
Pra começar, sem tirar seus méritos, o BVSC não foi o primeiro documentário sobre música e ou músicos, o próprio Scorsese fez The Last Waltz, documentário sobre The Band, em 1978.
E também, ninguém ia esperar dez anos pra copiar um filme, até porque se essa fosse a intenção outros poderiam copiar primeiro.
Eu que tive a honra de produzir e escrever o roteiro de um documentário sobre samba em que aparecem algumas dessas figuras maravilhosas das velhas guardas, sinto a maior felicidade quando um outro filme do estilo é feito.
As velhas guardas merecem o nosso maior respeito, porque eles são os que mantiveram a tradição quando o samba não estava na mídia nem na moda e eles são os que seguram o samba pra passar para as outras gerações.
Então, hoje estreia O mistério do samba. Corram pra ver.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Abraço Tribalista


A cena linda -qual cena poderia ser melhor do que a de um abraço?- foi registrada na gravação do cd e do dvd Arnaldo Antunes Ao Vivo no Estúdio.
Na ocasião o compositor e poeta expõe seus rostos mais conhecidos da carreira musical. O lado Titãs, na versão de Não vou me adaptar, com Nando Reis, e Eu não sou da sua rua, com Branco Mello, que Arnaldo só gravou agora mas que compôs na década de oitenta. O lado solo, com muitas músicas do Qualquer e releituras -trata-se do Arnaldo, botem releitura nisso- de Socorro, Judiaria e O silêncio, entre outras. Aparece por aí o colega Edgard Scandurra para sintetizar essa fase do artista. E o final é Tribalista, com Carlinhos Brown e Marisa Monte -e Dadi que é o quarto Tribalista- entoando Um a um e Velha infância, e que deixa esse abraço da imagem pra perpetuidade.
Ainda tem as raridades da clásica marcha Bandeira branca misturada com O buraco do espelho e Qualquer coisa, que junto com Gente são as músicas mais antúnicas do Caetano.
O dvd é um must, realizado por Tadeu Jungle em rigoroso preto e branco, cheio de contrastes nas luzes e sombras, que tem tudo a ver com o conteúdo.

Foto de Fernando Laszlo

sexta-feira, 16 de março de 2007

Arto Lindsay


Longe de tudo e até de ti
Nesse frio nesse vento
Tenho só um pensamento firme
No firmamento
Tudo é distante e teu
Tudo é distante

Cabelo na cara óculos escuros
Boca séria eu adoro
O mundo civilizado
A noite indisciplinada

Espalhada entre rostos e luzes vi você


Mundo Civilizado, de Arto Lindsay e Marisa Monte.
Foto de Ziga Koritnik
Arto é a prova de que uma certa mistura de Estados Unidos com Brasil pode dar certo.