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quinta-feira, 31 de julho de 2008

Oito milhões de suspeitos


Soldado, aprende a tirar:
tú no me vayas a herir,
que hay mucho que caminar.
¡Desde abajo has de tirar,
si no me quieres herir!

Abajo estoy yo contigo,
soldado amigo.
Abajo, codo con codo,
sobre el lodo.

Para abajo, no,
que allí estoy yo.
Soldado, aprende a tirar
:tú no me vayas a herir,
que hay mucho que caminar.

Soldado aprende a tirar, de Nicolás Guillén
Foto de Carles Ribas de um acampamento cigano nos arredores de Roma

A palavra comunidade que nomeia o status político europeu está esvaziando de conteúdo. O governo Berlusconi, que cada dia parece mais com um patético Mussolini do novo século, anunciou que vai colocar três mil soldados nas ruas das principais cidades italianas.
Mais uma vez, em nome da segurança o estado italiano aperta o cerco contra os imigrantes chamados ilegais. Segundo anunciado pelas próprias autoridades, serão especialmente vigiados os "centros de retenção", construções precárias onde, de acordo com a nova lei, os sem papeis podem ficar detidos até 18 meses sem processo.
Curioso é que a velha Europa, agora orgulhosa e medrosa, é um continente de emigrantes. Milhões de europeus partiram nos séculos dezenove e vinte fugindo da fome e das guerras.
Uma comunidade para merecer tal nome, precisa respeitar valores fundamentais.
Oito milhões de pessoas na Europa são hoje suspeitos a priori pelo fato de serem estrangeiros, desconhecendo garantias e leis básicas, como a Convenção dos Direitos dos Imigrantes da ONU.
Essa luta continua.

Assine contra os centros de detenção de imigrantes na Europa
Assine contra a perseguição de ciganos na Itália

sábado, 23 de junho de 2007

Bola de Nieve



Amor, yo sé que quieres
llevarte mi ilusión.
Amor, yo sé que puedes también
llevarte mi alma.

Pero, ay amor,
si te llevas mi alma,
llévate de mí
también el dolor,
lleva en tí todo mi desconsuelo
y también mi canción de sufrir.

Ay amor, si me dejas la vida,
déjame también
el alma sentir;
si sólo queda en mi dolor y vida,
ay amor, no me dejes vivir.

Ay, amor, de Ignacio Villa o Bola de Nieve
Na foto, Bola de Nieve com o poeta, também cubano, Nicolás Guillén