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domingo, 11 de janeiro de 2009

Quem vem lá sou eu



Quem vem lá sou eu
quem vem lá sou eu
a cancela bateu
cavaleiro, sou eu...


E para completar uma semana de despedidas, Edith Oliveira, Dona Edith do Prato, subiu no mesmo dia em que foi Casemiro da Cuíca.
Guardiã do samba de roda baiano, mãe de leite de Caetano Veloso, que a levou pro estúdio em 1973, quando gravou o belo Araçá azul, que a crítica chamou de "experimental" porque não conseguia classificar. A voz de Edith abre o disco, acompanhando-se com prato de louça e faca: "Vamo embora pro sertão, oh viola meu bem, viola..."
Dona Edith só foi gravar seu primeiro disco com 86 anos. Já era uma jóia, agora é um documento invalorável, nascido também por gestão da família Velloso.
A foto maravilhosa foi feita pela querida Maria Guimarães Sampaio em 1975, e mostra Dona Edith, com a matriarca dos Veloso, Dona Canô e Mabel Velloso, em uma cena do cotidiano, improvisando um samba na cozinha.
Outras fotos lindas criadas por Maria da grande artista de Santo Amaro da Purificação -que não se dizia artista- estão no Continhos para cão dormir.

quinta-feira, 8 de março de 2007

Dona Edith do Prato



Vou me embora pro sertão
ô viola meu bem, ô viola
eu aqui não me dou bem
ô viola meu bem, ô viola
sou empregado da Leste
sou maquinista do trem
vou me embora pro sertão
que eu aqui não me dou bem
ô viola meu bem, viola
ô viola meu bem, viola

Viola meu bem, tradicional, adaptação de Caetano Veloso.
Cadeira de vime. Prato de louça e faca. Chiado. Mãe de leite do quinto filho de Dona Canô. Filha de Oxum-Maré e as Vozes da Purificação que vem da igreja.
Jota Velloso, filho da moça que morria de amor chamada Clara, e Bethânia nem sabem o bem que fizeram à humanidade ao produzir o disco de Dona Edith.
A arte de Dona Edith do Prato talvez diga mais sobre o sentido da vida que dezenas de tratados filosóficos.