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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

De que falamos quando dizemos Desaparecidos


Oscar e Fernando Amestoy


Gustavo, Guillermo, Diego e Eduardo Germano


María Irma e María Susana Ferreira


Roberto Ismael Sorba, Jorge Cresta e Azucena Sorba


Clara Atelman de Fink e Claudio Marcelo Fink

Ausências é o nome do excelente trabalho de Gustavo Germano, fotógrafo argentino residente na Espanha. A desaparição sistemática de pessoas imposta pela ditadura militar argentina nos anos setenta tentou disfarçar o maior massacre da história do país, mas eles só conseguiram com seu método criar um eterno presente. O próprio fotógrafo, que tem seu irmão Eduardo desaparecido, colheu cenas do cotidiano e as reproduziu no presente.
Há dois dias foi detido no Rio de Janeiro Norberto Tozzo, o último dos dez acusados da chacina de Margarita Belén, acontecida em 76 nessa região do Chaco, no norte argentino. Nesse dia, 22 militantes desarmados foram levados para uma área despovoada e foram assassinados no local.
É bom lembrar porque temos uma sensação de alívio cada vez que um desses canalhas é preso.

sábado, 7 de junho de 2008

Filho de uma mãe






O filme de 1997, Some mother's son (segundo as várias traduções ruins Mães em luta e Em nome do filho) reproduz a luta das mães irlandesas que começou em 1979, quando um grupo de jovens liderados por Bobby Sands -interpretado no filme por John Lynch- decidiram fazer greve de fome para serem considerados presos políticos enquanto o governo Thatcher recusava essa condição, que seria legitimar a condição política da luta pela independência da Irlanda da Inglaterra. O roteiro foi escrito a quatro mãos por Jim Sheridan e Terry George -na última foto-, que também dirigiu o fime. A dupla também assinou o mais conhecido In the name of the father, no caso dirigido por Sheridan.
Além das questões políticas -que estão plantadas e muito bem, longe da propaganda- a questão brilhante do filme é a colocação do olhar feminino de este e todos os conflictos, representado por Helen Mirren e Fionnula Flanagan que, aliás, dão uma aula de interpretação. Uma versão irlandesa das Madres de Plaza de Mayo.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Azucena


"A gente tem que ir para a Praça de Maio, porque é lá o lugar histórico das reclamações do povo. Temos que ficar lá e temos que ser muitas"

Fazem hoje trinta anos. Em 10 de dezembro de 1977, Azucena Villaflor -que com essas palavras colocou a semente para a fundação das Madres de Plaza de Mayo- foi seqüestrada e desaparecida. Seu corpo foi lançado ao mar. E o mar devolveu o que o terror tentou afundar. Acharam seus restos em 2005. Suas cinzas foram espalhadas na Praça de Maio. Ni olvido ni perdón.
A luta continua.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

... E a luta continua




Clara procura sua irmã Victoria

Trinta anos de luta



Madres de Plaza de Mayo
Foto de Eduardo Longoni (1982)