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sábado, 14 de junho de 2008

Adeus de Jamelão encerra uma época




A longa despedida do Jamelão encerra também uma época de sambistas arquetípicos. Como tantos outros, a Voz da Mangueira era de origem humilde, daqueles que já desde crianças fazem bicos ou vendem jornais; aqueles que aprenderam sua arte nas ruas olhando os mais velhos; aqueles que eram muitas vezes explorados por empresários e produtores espertinhos; e que no fim dos dias quase sempre recebem homenagens, mas raramente são reconhecidos nas suas necessidades financeiras. Todo mundo adora tirar fotos com eles e passar a mão nas costas, mas poucos se preocupam pelo bem-estar deles.
Eu já tinha escrito meu texto de adeus ao intérprete (jamais puxador!) da Mangueira, em fevereiro do ano passado, no primeiro carnaval depois de muitos em que o Jamelão não pôde entrar na avenida com a Verde e Rosa.

Foto de Jamelão de MarcusRG

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Presente


Era bem cedo no sambódromo. O público das arquibancadas estava chegando e nos camarotes só havia preparativos.
Foi então que vi a figura do Jamelão atravessando, sozinho, a avenida no sentido da concentração, com o andar devagar de quem já viveu muitos carnavais. A figura daquele senhor contrastava com a imagem do homem que umas horas depois fez vibrar a Sapucaí com só encostar a boca no microfone, "pisando um chão de esmeraldas".
Jamais esquecerei daquele momento.
Hoje quando o surdo bater e o tambor rufar, o nosso Jamelão estará mais presente que nunca nos corações verde e rosa.