Mostrando postagens com marcador Hermínio Bello de Carvalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hermínio Bello de Carvalho. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Um chão de esmeraldas na internet


Hoje a noite estará no intangível abismo da internet o enorme acervo do poeta e produtor Hermínio Bello de Carvalho. Eu tive a oportunidade de conhecer uma minúscula parte de esse oceano de cultura popular brasileira que ele tem no seu apartamento do Rio de Janeiro. Foi quando entrevistei Hermínio para o documental Samba no pé.
Preocupado e ocupado como sempre foi com acervos e arquivos, ele conseguiu catalogar e digitalizar os documentos. São mais de dez mil entradas para poemas, músicas, fotografias, correspondência, quadros, partituras e crônicas, entre outros itens.
O material é invalorável. Dentre as pérolas que lá estão, este poema manuscrito que Carlos Drummond de Andrade dedicou a Hermínio em 1985.

Reprodução do manuscrito de Drummond do Acervo HBC

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Nóis dois


Está chegando o momento
de irmos pro altar
Nós dois
Mas antes da cerimônia
devemos pensar em depois
terminam nossas aventuras

Chega de tanta procura
nenhum de nós deve ter
mais alguma ilusão
Devemos trocar idéias
e mudarmos de idéias
Nós dois
E se assim procedermos
seremos felizes depois
Nada mais nos interessa
sejamos indiferentes
Só nós dois,
apenas dois,
Eternamente

Nós dois, de Cartola
Na foto, Hermínio Bello de Carvalho conduz Dona Zica ao altar na cerimónia do seu casamento com Cartola. A foto pertence ao acervo de Hermínio Bello de Carvalho

sexta-feira, 30 de março de 2007

Céu no chão



Vista assim do alto
Mais parece um céu no chão
Sei lá,
Em Mangueira a poesia fez um mar,
se alastrou
E a beleza do lugar, pra se entender
Tem que se achar
Que a vida não é só isso que se vê
É um pouco mais
Que os olhos não conseguem perceber
E as mãos não ousam tocar
E os pés recusam pisar
Sei lá não sei...
Sei lá não sei...

Sei lá Mangueira (fragmento), letra de Hermínio Bello de Carvalho e música de Paulinho da Viola.
Foto de Erno, da série Domingo em Mangueira (1963)