
Debaixo do meu cêrebro está
a Biblioteca Nacional
a Rio Branco com seu cheiro de óleo queimado
e seus recantos de esplendor
de antiga capital
berlindas e guirlandas
e azuis de lampadinhas
para a Portela passar.
Debaixo do meu cêrebro está
o armazém do esquecimento
não quero sal na manteiga
e pode dispensar o limão
no meu sanduíche de carne assada
o verbo não está à venda
o amor tem ponto final.
Debaixo de meu cêrebro os caídos
os sonhos que não voltam mais
os presos na garganta do diabo
e goteiras químicas no sertão do cansaço
ruelas ribanceiras de sangue no mormaço
e códigos de acesso denegados.
Debaixo do meu cêrebro a língua
onde o mundo finda e o mundo começa.
Debaixo do meu cêrebro, de Juan Trasmonte (Creative Commons)
Foto "Step by Step", de Andreea Chiru
a Biblioteca Nacional
a Rio Branco com seu cheiro de óleo queimado
e seus recantos de esplendor
de antiga capital
berlindas e guirlandas
e azuis de lampadinhas
para a Portela passar.
Debaixo do meu cêrebro está
o armazém do esquecimento
não quero sal na manteiga
e pode dispensar o limão
no meu sanduíche de carne assada
o verbo não está à venda
o amor tem ponto final.
Debaixo de meu cêrebro os caídos
os sonhos que não voltam mais
os presos na garganta do diabo
e goteiras químicas no sertão do cansaço
ruelas ribanceiras de sangue no mormaço
e códigos de acesso denegados.
Debaixo do meu cêrebro a língua
onde o mundo finda e o mundo começa.
Debaixo do meu cêrebro, de Juan Trasmonte (Creative Commons)
Foto "Step by Step", de Andreea Chiru











