
Posso estar só
Mas, sou de todo mundo
Por eu ser só um
Ah, nem! Ah, não! Ah, nem dá!
Solidão, foge que eu te encontro
Que eu já tenho asa
Isso lá é bom, doce solidão?
Doce solidão, de Marcelo Camelo
Foto de divulgação da Cia. da foto
Jornalistas têm (temos? será que já não sou ou nunca fui um deles?) mania de classificar. Há artistas especialmente sensíveis a essas etiquetas. Marcelo Camelo é um deles desde os tempos do Los Hermanos e continua sendo alvo dessa obsessão agora que segue com sua carreira solo. Estranho, difícil, experimental, mauricinho são alguns dos muitos adjetivos que eu li sobre ele ao longo dos anos.
Como eu tenho licença de gringo, as vezes consigo manter um certo distanciamento que coloca isso em evidência. Artistas como Camelo ou Caetano, deixam nervosos alguns jornalistas, seja por fugir dessas classificações, seja pelas suas declarações ou a ausência delas.
O problema é quando essa tendência ecoa no público, que acaba prestando mais atenção no personagem do que na obra ou chega na obra com um conceito previamente formado.
Por esses motivos resolvi ouvir o Nós ou Sou (dependendo do olhar) sem ler antes uma linha sobre o álbum.
A primeira impressão confirma que Marcelo Camelo é um artista que pouco se importa com o que o mercado e o público esperam dele, assim constroi sua música e isso o aproxima bastante da liberdade. O disco, como corresponde a um primeiro disco de um artista que sai de uma banda de muito sucesso, é introspectivo e festivo ao mesmo tempo. Por momentos, pareceu-me que é um disco de uma música só que vai nos levando por sensações diferentes.
Camelo não faz canções, ele exorciza sentimentos.
Experimentem ouvir Sou (ou Nós, escolham) deixando atrás da porta o saco com tudo que já leram ou ouviram dizer sobre o artista.
Mas, sou de todo mundo
Por eu ser só um
Ah, nem! Ah, não! Ah, nem dá!
Solidão, foge que eu te encontro
Que eu já tenho asa
Isso lá é bom, doce solidão?
Doce solidão, de Marcelo Camelo
Foto de divulgação da Cia. da foto
Jornalistas têm (temos? será que já não sou ou nunca fui um deles?) mania de classificar. Há artistas especialmente sensíveis a essas etiquetas. Marcelo Camelo é um deles desde os tempos do Los Hermanos e continua sendo alvo dessa obsessão agora que segue com sua carreira solo. Estranho, difícil, experimental, mauricinho são alguns dos muitos adjetivos que eu li sobre ele ao longo dos anos.
Como eu tenho licença de gringo, as vezes consigo manter um certo distanciamento que coloca isso em evidência. Artistas como Camelo ou Caetano, deixam nervosos alguns jornalistas, seja por fugir dessas classificações, seja pelas suas declarações ou a ausência delas.
O problema é quando essa tendência ecoa no público, que acaba prestando mais atenção no personagem do que na obra ou chega na obra com um conceito previamente formado.
Por esses motivos resolvi ouvir o Nós ou Sou (dependendo do olhar) sem ler antes uma linha sobre o álbum.
A primeira impressão confirma que Marcelo Camelo é um artista que pouco se importa com o que o mercado e o público esperam dele, assim constroi sua música e isso o aproxima bastante da liberdade. O disco, como corresponde a um primeiro disco de um artista que sai de uma banda de muito sucesso, é introspectivo e festivo ao mesmo tempo. Por momentos, pareceu-me que é um disco de uma música só que vai nos levando por sensações diferentes.
Camelo não faz canções, ele exorciza sentimentos.
Experimentem ouvir Sou (ou Nós, escolham) deixando atrás da porta o saco com tudo que já leram ou ouviram dizer sobre o artista.



















