sábado, 8 de setembro de 2007

Guarnieri



Fernanda Montenegro e Gianfrancesco Guarnieri numa cena de Eles não usam black-tie, de Leon Hirszman.

"Desespero dá quando a gente vê tantas injustiças sendo cometidas pelo mundo afora. Gente matando gente, enquanto nós, que também somos gente, vamos lendo as notícias no jornal e vamos nos acostumando com elas..."
Gianfrancesco Guarnieri

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Sete de setembro


Jeje minha sede é dos rios
a minha cor é o arco-íris
minha fome é tanta
Planta florirmâ da bandeira
a minha sina é verde-amarela
feito a bananeira...

Nação, de Aldir Blanc e João Bosco (fragmento)
Foto "A prova de balas", de Lula Marques

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Madjid Fahem


La Radiolina -na Italia, aquele rádio pequeno-, novo cd do Manu Chao, traz ainda a oportunidade de ouvir Madjid Fahem, essa fera, seja na Gibson, seja no violão.
Foto de Aníbal Mangoni

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

A malegria voltou



Today it’s raining (Welcome to paradise)
Today It’s raining (Welcome to paradise)

In Zaire,
was no good place to be
This world go crazy,
it’s an atrocity
In Congo,
still no good place to be
Them kill my buddy
it’s a calamity

Go Masai go Masai be mellow
Go Masai go Masai be sharp

In Monrovia,
this no good place to be
Weapon go crazy,
it’s an atrocity
In Palestina
too much hypocrisy
This world go crazy,
it’s no fatality

In Bagdad,
it’s no democracy
That’s just because
it’s a US Country
In Fallouja,
too much calamity
This world go crazy,
it’s no fatality

Go Masai go Masai be mellow
Go Masai go Masai be sharp

Today it’s rainin
in Jerusalem, in Monrovia, Guinea-Bissau.
Today it’s rainin...
Welcome to paradise.
Come to the fairy lies
Welcome to paradise.
Today it’s rainin...

Rainin in paradize, de Manu Chao
Foto de Santi Cogolludo
La Radiolina é o novo disco do Manu Chao. Na foto de baixo, cena do clipe de Rainin in paradize, dirigido por Kusutrica -sim, ele mesmo-, filmado em Buenos Aires com o pessoal da La Colifata, a rádio dos internos do neuropsiquiátrico Borda. Quer mais?

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Estômago vazio


O estômago vazio
não tem carne nem feijão nem nada
coca-light incenso alegria goiabada
o estômago vazio
é um buraco maior
que todos os buracos
qualquer dor é superior
no estômago vazio
pois nenhum sorriso vinga
naquele abismo negro
o surdo quando bate produz uma fisgada
a carne quando falta produz uma anemia
o amor quando vem forte parece uma pedrada
é uma cesta básica sem base nem sustento
um gesto generoso que se apagou no vento
a máquina que já não mais escreve ninguém usa
se não usar o estômago apodrece mofa fede
o estômago funciona movido na paixão
na música ou comida mas com ideias não.

Estômago vazio, de Juan Trasmonte (Todos os direitos reservados)
Foto "Gib min deiner honig!", de Claudia Böhm

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Clã Espíndola


Oh meu amor, não fique triste
saudade existe pra quem sabe ter,
minha vida cigana me afastou de você,
por algum tempo eu vou ter que viver por aqui,
longe de você,
longe do seu carinho e do seu olhar
que me acompanha tem muito tempo,
penso em você a cada momento,
sou água de rio que vai para o mar,
sou nuvem nova que vem pra molhar
esta noiva que é você.
Para mim voce é linda,
a dona do meu coração
que bate tanto quando lhe vê,
é a verdade que me faz viver.
Meu coração bate tanto quando lhe vê
é a verdade que me faz viver.

Vida cigana, de Geraldo Espíndola, interpretada por Tetê Espíndola.
Isso é o que eu chamo de música sertaneja.

domingo, 2 de setembro de 2007

Picabia


O conhecimento é um velho erro que pensa na sua juventude.
Os descontentes e os fracos fazem a vida mais bela.
As leis são contra a exceção,
e só me atrai a exceção.
A arte é o culto do erro.
O mundo divide-se em duas categorias:
os fracasados e os desconhecidos.
Eu me fantasio de homem para não ser nada.
Não esquecer que o maior homem
é só um animal com máscara de deus.

Texto de Francis Picabia de 1935
A foto é de 1922, provavelmente de Man Ray

sábado, 1 de setembro de 2007

É assim como a banda toca


"Orquestra Imperial é como uma pelada: na teoria é uma brincadeira, mas na prática é a coisa mais séria do mundo."
Rodrigo Amarante